Como conseguir avaliações no Google (e o que fazer com as más)
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As estrelas que aparecem ao lado do seu nome no mapa são, para muitos clientes, a primeira e única impressão que têm de si. Um negócio com quarenta avaliações recentes ganha quase sempre a outro igualmente bom com seis antigas. A boa notícia é que consegui-las não depende da sorte nem de ser simpático: depende de pedir sempre, no momento certo e com muito pouco esforço para o cliente.
O essencial
- O Google tem em conta quantas avaliações tem, a nota e quão recentes são. As três trabalham-se pedindo de forma constante.
- O melhor momento para pedir é no próprio dia do serviço, com a ligação direta que abre a janela de escrever.
- Peça a todos os clientes. Escolher a quem pede vai contra as regras do Google e torna o perfil menos credível.
- Responda a todas. A uma avaliação má responde-se com calma, reconhecendo e oferecendo solução; quem lê é o próximo cliente.
- Comprar avaliações, inventá-las ou premiar as positivas é proibido e dá coima.
1. O peso das avaliações no mapa
Quando alguém procura um serviço perto de si, o Google ordena os negócios por três fatores: a relevância do seu perfil para o que se procura, a distância e a proeminência, ou seja, quanto se fala de si. As avaliações contam diretamente na proeminência.
| O que o cliente vê | O que lhe transmite |
|---|---|
| 4,8 com 12 avaliações | Poucos dados: pode ser bom ou pode ser acaso |
| 4,6 com 85 avaliações, a última de ontem | Negócio ativo e de confiança |
| 5,0 com 40 avaliações numa semana, todas sem texto | Suspeito |
| 4,3 com respostas simpáticas às críticas | Alguém se preocupa com os clientes |
Além disso, muitos utilizadores filtram diretamente pela nota mínima no mapa. Abaixo de certo número de estrelas, nem sequer aparece na pesquisa deles.
2. Prepare a ligação e os suportes
No seu perfil de empresa no Google pode copiar uma ligação para pedir avaliações que abre diretamente a janela de escrever. É a peça-chave: cada clique que poupa ao cliente multiplica as respostas.
- Encurte-a ou transforme-a em código QR para imprimir no balcão, na fatura ou no cartão de marcação.
- Guarde-a numa resposta rápida do telemóvel para a colar num segundo.
- Ponha-a no seu site, junto das opiniões que já tem.
- Inclua-a na mensagem automática que o cliente recebe depois da marcação ou da compra.
3. Quando e como pedir
A vontade do cliente de escrever cai a pique com as horas. O momento ideal é logo a seguir ao serviço, quando ainda sente o resultado.
- Pessoalmente, no fim. Uma frase natural: «Se correu bem, ajudava-me muito que o contasse no Google; deixo-lhe a ligação no telemóvel».
- Por mensagem, no próprio dia. Curta, com o nome, a ligação e sem promessas em troca.
- Um único lembrete, dois ou três dias depois, só a quem não deixou. Mais insistência incomoda.
| Mensagem que funciona | Porquê |
|---|---|
| «Obrigado por ter vindo hoje, Marta. Se tiver um minuto, a sua opinião no Google ajuda outras pessoas a encontrar-nos: [ligação]» | Pessoal, curta e com a ligação direta |
| «Como estão as costas depois da sessão? Se quiser contar no Google, aqui fica a ligação» | Liga-se ao resultado dele, não à sua necessidade |
Peça a todos, não só aos que acha que ficaram satisfeitos. Escolher a quem pede é proibido pelas regras do Google e, além disso, um perfil com alguma opinião de quatro estrelas é mais credível do que um perfeito.
4. Transformar isto num sistema
Pedir avaliações «quando me lembro» dá três por mês. Um sistema dá três por semana sem esforço extra:
- Mensagem automática depois de cada marcação ou compra, com algumas horas de atraso, para chegar quando o cliente já está em casa.
- Um objetivo semanal visível, por exemplo cinco avaliações novas, revisto na sua meia hora de gestão.
- A equipa envolvida, se existir: que cada profissional peça aos seus clientes e se veja quem o faz.
Encaixa na rotina que explicamos em como gerir um negócio e é um dos canais de como conseguir clientes.
5. Como responder, sobretudo às más
Responder às avaliações positivas fideliza; responder bem às negativas convence os indecisos. Em ambos os casos, escreve para o próximo cliente que vai ler.
- Agradeça, também na crítica: «Obrigado por nos contar».
- Reconheça o concreto sem discutir versões: «Lamento que tenha tido de esperar vinte minutos».
- Explique numa frase, se houver contexto útil, sem se justificar demasiado.
- Ofereça uma saída fora da plataforma: «Escreva-nos para este email e vemos isso».
- Não revele dados do cliente nem pormenores do tratamento, mesmo que ele os tenha contado.
Responda em um ou dois dias, com calma e nunca a quente. Uma resposta educada a uma crítica injusta deixa melhor imagem do que a própria crítica.
6. Avaliações falsas, ofensivas ou da concorrência
Pode acontecer: alguém que nunca veio, um insulto, uma avaliação que fala de outro negócio. Não se apagam a seu pedido, mas podem ser denunciadas.
- Denuncie-a no seu perfil de empresa, indicando o motivo segundo as políticas do Google: conteúdo falso, conflito de interesses, linguagem ofensiva, informação pessoal.
- Responda na mesma, de forma breve e neutra, enquanto é analisada: «Não encontramos nenhuma visita com este nome; se é cliente, escreva-nos e esclarecemos».
- Guarde capturas de ecrã com data se suspeitar de uma campanha ou de um concorrente.
- Se contiver afirmações falsas que prejudicam a sua reputação, há vias legais; fale com um advogado antes de avançar.
7. O que não se pode fazer
Tanto as regras do Google como as normas europeias de defesa do consumidor combatem a manipulação de opiniões. Evite:
- Comprar avaliações ou encomendá-las a terceiros.
- Escrevê-las você, a família ou a equipa, mesmo apresentando-se como clientes.
- Oferecer descontos, sorteios ou ofertas em troca de uma avaliação, e muito menos de uma avaliação positiva.
- Pedir só a quem julga satisfeito ou desviar os descontentes para outro canal para que não opinem em público.
- Publicar no seu site opiniões sem explicar se e como se verifica que vêm de clientes reais.
8. Aproveitar as avaliações no seu site
As suas melhores opiniões também vendem no seu site, exatamente onde o visitante decide. Algumas regras:
- Escolha avaliações com pormenores: que problema tinha, o que fez, como terminou. «Muito bom» não convence.
- Coloque-as junto do serviço correspondente, e não todas amontoadas no fim.
- Peça autorização antes de usar o nome completo ou a fotografia de um cliente fora do Google.
- Diga de onde vêm e como são verificadas, por exemplo «avaliações de clientes que marcaram por este site».
Se quiser que mais visitas transformem essas avaliações em marcações, reveja a estrutura da página em como criar um site para o seu negócio.
Perguntas frequentes
Quantas avaliações preciso?
Não há um número mágico: o que conta é tê-las em comparação com os concorrentes próximos e que continuem a chegar. Um ritmo constante de avaliações novas todos os meses pesa mais do que muitas antigas.
Posso oferecer um desconto a quem deixar uma avaliação?
Não. O Google proíbe-o e, se o incentivo procurar opiniões positivas, pode ser considerado prática desleal. Pedir sem nada em troca, com a ligação direta, funciona igualmente bem.
É possível apagar uma avaliação negativa?
Só o Google a pode retirar, e apenas se violar as suas políticas: conteúdo falso, ofensivo, conflitos de interesses ou dados pessoais. Uma crítica real, mesmo que lhe pareça injusta, gere-se respondendo bem.
O que faço se um concorrente me deixar avaliações falsas?
Denuncie-as no perfil de empresa, guarde capturas com data e responda de forma neutra. Se o dano for grave e conseguir provar a autoria, fale com um advogado.
Quanto tempo tenho para responder?
Quanto antes, melhor: o ideal é em um ou dois dias. Uma crítica sem resposta durante semanas dá a entender que não se importa.