Como conseguir clientes para o seu negócio: o que funciona e por que ordem

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Há mil conselhos para conseguir clientes e quase todos são verdade para alguém. O problema é a ordem: quem começa a pagar anúncios antes de ter um perfil no Google com avaliações está a encher um balde furado. Este guia ordena os canais pelo que custam e pelo que demoram, para saber o que fazer esta semana e o que deixar para quando o anterior funcionar.

O essencial

  • Antes de procurar mais visitas, resolva a conversão: que quem o encontra consiga marcar ou comprar num minuto.
  • Para um negócio local, o perfil no Google com avaliações recentes é o canal com melhor relação entre esforço e resultado.
  • As recomendações não se esperam: pedem-se, e facilitam-se com um motivo concreto.
  • As redes servem para que quem já o encontrou confie em si; raramente trazem clientes por si sós.
  • Os anúncios amplificam o que já funciona. Se o seu site não converte visitas gratuitas, também não vai converter as pagas.

1. Primeiro, o balde sem furos

Conseguir clientes são dois problemas diferentes: que o encontrem e que, quando o encontram, o escolham. Quase toda a gente trabalha o primeiro e descuida o segundo, que é mais barato de resolver.

Faça este teste com alguém que não conheça o seu negócio. Dê-lhe o seu nome e peça-lhe que marque consigo pelo telemóvel, sem ajuda. Cronometre. Se demorar mais de dois minutos, se tiver de lhe escrever a perguntar o preço ou se acabar num formulário a que ninguém responde até ao dia seguinte, é aí que estão a fugir clientes que já tinha conquistado.

  • Percebe-se o que faz e onde nos primeiros cinco segundos.
  • O preço está à vista, ou pelo menos um «desde».
  • Há forma de marcar ou comprar sem esperar resposta.
  • Há provas de que é bom: avaliações, fotografias reais, experiência.
  • Funciona no telemóvel com uma só mão.

Tudo o que vem a seguir multiplica o que tiver aqui. Se for zero, multiplica zero. Como montar isto está em como criar um site para o seu negócio.

2. Os canais, num relance

CanalCustoDemora a dar resultadoTrabalho contínuo
Perfil no Google e avaliaçõesGrátisSemanasBaixo: pedir avaliações e atualizar
Recomendações de clientesGrátis ou um pequeno incentivoDiasBaixo: pedir sempre
Parcerias com outros negóciosGrátisSemanasMédio: cuidar da relação
Site próprio bem posicionadoMensalidade da ferramentaMesesBaixo depois de montado
Recuperar clientes antigosGrátisDiasBaixo: uma mensagem por mês
Redes sociaisO seu tempoMesesAlto: constância
Anúncios pagosOrçamento diárioDiasMédio: medir e ajustar
Plataformas e marketplacesComissão ou mensalidadeDiasBaixo, mas fica dependente deles

A ordem da tabela é a ordem em que convém trabalhá-los. Os cinco primeiros são baratos e constroem algo que é seu. Os três últimos funcionam, mas custam dinheiro ou tempo todos os meses e deixam de trazer clientes assim que para.

3. O perfil no Google: a sua montra no mapa

Quando alguém procura um serviço «perto de mim» ou com o nome da sua cidade, a primeira coisa que vê é o mapa com três negócios. Estar ali depende do seu perfil no Google Business Profile, não do seu site. É gratuito e a maioria dos negócios tem-no a meio.

  1. Reivindique-o e verifique-o. Se já existir um perfil do seu negócio criado pelo Google, peça a propriedade.
  2. Escolha bem a categoria principal. É o dado que mais influencia as pesquisas em que aparece. A mais específica que existir.
  3. Preencha tudo: horário real e feriados, telefone, site, zona de serviço, serviços com descrição.
  4. Carregue fotografias reais do espaço, da equipa e do trabalho. E volte a carregar alguma todos os meses.
  5. Ponha a ligação de marcação. Que do perfil se possa ir diretamente marcar.
  6. Responda às perguntas que as pessoas deixam no perfil antes que um desconhecido o faça.

Um pormenor que passa despercebido: nome, morada e telefone têm de estar escritos exatamente da mesma forma no perfil, no seu site e em qualquer diretório. As diferenças tiram confiança aos olhos do Google.

4. Avaliações: pedi-las é um processo, não um favor

As avaliações decidem duas vezes: ajudam-no a aparecer e convencem quem hesita entre si e o vizinho. O que conta não é só a nota, mas quantas há e de quando é a última. Vinte avaliações de há três anos dizem menos do que oito deste trimestre.

  • Peça-a no próprio dia, quando o cliente está satisfeito, com a ligação direta. Cada passo a mais reduz as respostas.
  • Peça a todos, não só aos que acha que vão dar cinco estrelas. Um perfil com alguma de quatro é mais credível.
  • Faça-o sempre. Uma mensagem automática depois de cada serviço consegue mais do que lembrar-se de vez em quando.
  • Responda a todas. Às boas, agradecendo com algo concreto. Às más, com calma, sem discutir e propondo resolver.

5. Recomendações e parcerias

O passa-palavra é o melhor canal para quase qualquer negócio de serviços, e o mais desaproveitado, porque se deixa ao acaso. Pode ser provocado.

  • Peça-o com um motivo. «Se conhecer alguém a preparar uma meia-maratona, diga-lhe que me escreva» funciona muito melhor do que «recomende-me».
  • Dê-lhe algo para partilhar. Uma ligação para o seu site ou um cartão-presente reencaminham-se; um «é muito bom» esquece-se.
  • Recompense os dois. Um desconto para quem vem recomendado e outro para quem recomenda.
  • Procure negócios que já têm o seu cliente e não concorrem consigo: o ginásio e o fisioterapeuta, a florista e a organizadora de casamentos, a loja de animais e o treinador de cães.

Uma parceria não tem de ser um contrato. Basta que cada um tenha à mão os cartões ou a ligação do outro e um motivo para os dar.

6. Os clientes que já teve

O cliente mais barato de conquistar é o que já veio. Conhece-o, confia em si e só precisa de um lembrete. Ainda assim, a maioria dos negócios nunca escreve a quem deixou de vir.

  1. Tire a lista de quem não marcou no tempo que é normal no seu setor: seis semanas num cabeleireiro, três meses em fisioterapia.
  2. Escreva-lhes com um motivo, não com uma promoção genérica: «há três meses que não revemos essas costas».
  3. Facilite: a ligação direta para marcar.
  4. Repita todos os meses. Dez minutos.

Para o poder fazer, precisa de ter os clientes numa ficha com a data da última visita, e a autorização deles para lhes escrever com fins comerciais. Explicamos em como gerir um negócio.

7. Redes sociais: para o que servem e para o que não servem

Publicar nas redes raramente traz clientes novos a um negócio local por si só. O que faz, e muito bem, é convencer quem já o encontrou por outra via e vai espreitar antes de se decidir.

  • Mostre o seu trabalho real, com o resultado e, se puder, o processo.
  • Uma rede bem cuidada vale mais do que quatro abandonadas. Escolha onde está o seu cliente.
  • A ligação de marcação sempre à vista, no perfil e no que publicar.
  • Constância modesta: uma ou duas publicações por semana, mantidas, ganham a um mês frenético seguido de silêncio.
  • Responda às mensagens, mas leve a marcação para o seu site: aí fica registada e paga.

8. Anúncios pagos: quando e com quanto

Os anúncios são o único canal que se liga hoje e dá resultado amanhã. Também é o único em que se perde dinheiro muito depressa. Faz sentido quando se cumprem três condições:

  1. O seu site converte. Já recebe marcações de visitas que chegam sozinhas.
  2. Sabe quanto vale um cliente. Não a primeira visita, mas o que gasta num ano. É isso que define quanto pode pagar para o conquistar.
  3. Consegue medir. Sabe quantas marcações vêm do anúncio e quanto custaram.

Para serviços locais, o habitual é começar por anúncios de pesquisa: aparece quando alguém procura exatamente o que oferece na sua zona. Comece com um orçamento pequeno que consiga manter um mês inteiro, com poucas palavras-chave muito concretas e limitando a zona àquela onde de facto atende.

Se ao fim de quatro semanas o custo por cliente for maior do que aquilo que esse cliente lhe deixa, pare e reveja a página onde chegam antes de aumentar o orçamento.

9. Um plano para os próximos trinta dias

SemanaO que faz
1Teste de marcação com um desconhecido. Corrija o que falhar. Perfil no Google completo e verificado.
2Mensagem a pedir avaliação a todos os clientes do último mês. Deixe montado o envio automático.
3Escreva aos clientes que não vêm há algum tempo. Proponha uma parceria a dois negócios vizinhos.
4Reveja: quantas marcações novas, de onde vieram, quantas avaliações. Decida se é altura de testar anúncios.

Aponte de onde vem cada cliente novo: basta perguntar. Ao fim de três meses saberá que canal funciona para si, que é o único dado que interessa.

Perguntas frequentes

Qual é a forma mais rápida de conseguir clientes?

Escrever aos clientes que já teve e pedir recomendações com um motivo concreto. Dão resultado em dias e não custam nada. Os anúncios também são rápidos, mas só compensam se o seu site já transforma visitas em marcações.

Quantas avaliações preciso para aparecer no Google?

Não há um número fixo. Contam a quantidade, a nota, quão recentes são e o que têm os concorrentes próximos. O que pode controlar é o ritmo: conseguir avaliações novas todos os meses de forma continuada.

Tenho de estar em todas as redes sociais?

Não. Uma rede bem cuidada, onde está o seu cliente, chega. O que não pode faltar é um perfil no Google completo e um site onde se possa marcar.

Quanto devo gastar em publicidade?

Depende do que um cliente lhe deixa num ano. Comece com um orçamento pequeno que consiga manter um mês, meça o custo por cliente conquistado e aumente só se for menor do que aquilo que esse cliente lhe traz.

Vale a pena estar em plataformas de marcações?

Podem dar visibilidade no início. Veja que comissão cobram, se os dados do cliente são seus e se pode levá-lo para o seu próprio site nas marcações seguintes.

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